Estudantes da UFMT acompanham implantação do PMSB em Acorizal

As caixas de papelão que eram um estorvo na Estação de Tratamento de Água de Acorizal se transformaram no laboratório de análise de águas da cidade, uma das condições para melhorar o abastecimento para a população. Isto foi possível a partir da intervenção da UFMT no município que, aproveitando a implantação do PMSB local, transformou o espaço de saneamento básico numa espécie de campus avançado para estágio curricular de quatro estudantes do último semestre do curso de engenharia ambiental.
Os estudantes, acompanhando as diretrizes do Plano Municipal de Saneamento Básico, passaram a intervir no município, acompanhados por Marcio Mecca, que trabalha na área de laboratório químico na Engenharia Sanitária da UFMT pelos professores Eliana Rondon e Paulo Modesto Filho (ambos coordenadores do PMSB 106). Enquanto três alunos Gabriela Prado, Mayra Monteiro e Dempsey Alves acompanham o abastecimento de água, Aniely Costa se “debruça” sobre o lixo tentando entendê-lo para futuras intervenções.
Atualmente, sob coordenação do professor Paulo Modesto Filho ela coleta os dados para a elaboração de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. Ao final do processo pretende-se ter uma idéia da destinação do lixo, inclusive com idéia de potencialidades de reciclagem. Atualmente o resíduo é destinado a um lixão, com risco de contaminar pessoas e o meio ambiente.
“Nosso estágio é uma forma de trazer a teoria para a realidade”, diz Dempsey que confessa ter adquirido uma noção maior da realidade, com sua ida para Acorizal. “Aqui a gente convive com a falta de recursos, com a falta de profissionais adequados e vê como é a vida real”, diz. Sua percepção será encaminhada para outros estudantes que deverão continuar o trabalho ali ou em outros municípios que já procuraram a UFMT para desenvolver estágio semelhante.
O primeiro resultado prático se deu com a presença de Marcio Mecca que desencaixotar o laboratório fez a montagem e calibração e deixou o município com capacidade para fazer os testes básicos que visam regular o pH da água e corrigir cor e turbidez da água. Agora ele já prepara para qualificar técnicos no município que operem o laboratório, realizem planos de amostragem para controlar a distribuição e garantir o fornecimento de água de qualidade.
“Além de começar a cumprir com as metas do PMSB, o estágio é uma contribuição à melhoria da qualidade de ensino”, reconhece Eliana Rondon. Com a intervenção permanente do curso de Engenharia Sanitária os eixos do saneamento básico poderão ser acompanhados de uma forma científica e buscar ações que levem a uma efetividade maior do sistema, acreditam os professores.